Identificação botânica
A identificação botânica é um teste laboratorial binário que verifica se um material de origem vegetal corresponde à espécie de planta e à parte da planta declaradas. Ele responde "Isso é o mesmo que o material alvo?" em vez da pergunta aberta "O que é este material?".
Também chamado de: botanical identification
Identificação botânica é um teste laboratorial que confirma se um material de origem vegetal corresponde à espécie declarada em seu rótulo. Esse processo, definido pela AOAC International como um Método de Identificação Botânica (BIM), aplica-se a plantas inteiras, partes específicas (como cascas, folhas ou raízes) ou extratos. Ele fornece um resultado binário SIM/NÃO, mas não identifica materiais desconhecidos.
A identificação botânica depende de métodos complementares e material de referência confirmado
A identificação botânica requer múltiplos métodos analíticos complementares e materiais de referência confirmados de forma independente para lidar com a complexidade química das plantas. Os laboratórios utilizam exame macroscópico e microscópico, impressão digital química (HPTLC, HPLC, UHPLC), código de barras de DNA e avaliação organoléptica para verificar a identidade. Essa verificação deve ocorrer antes que alegações de pureza ou contaminantes sejam avaliadas, pois materiais em pó tornam a identificação visual não confiável e identidades não verificadas invalidam os resultados de testes subsequentes.
A identificação botânica tem limites claros
- Identificação botânica não é teste de pureza, que se concentra em quantificar impurezas.
- Identificação botânica não é teste de potência ou ensaio, que mede a concentração de compostos marcadores.
- Identificação botânica não é autenticação apenas por DNA.
- Métodos de validação para matérias-primas botânicas não podem ser transferidos para extratos sem validação separada.
- O processo é exclusivo para substâncias botânicas e não se aplica a peptídeos ou produtos químicos de pesquisa sintéticos.